Citados em investigação do MP sobre Haddad e aliados de Alckmin negam irregularidades

Fabio Serapião e Fabio Leite

São Paulo

  • Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo

    Geraldo Alckmin (PSDB), à esquerda, e o rival político Fernando Haddad (PT)

    Geraldo Alckmin (PSDB), à esquerda, e o rival político Fernando Haddad (PT)

A respeito das investigações abertas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, contra o ex-prefeito da capital Fernando Haddad (PT), integrantes do governo Geraldo Alckmin (PSDB), deputados estaduais e ex-diretores de estatais, o DER (Departamento de Estradas de Rodagem), informou que todos os contratos de obras foram aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado, incluindo os relativos à Rodovia SP-255. A Dersa informou que mantém controle e fiscalização permanentes em todos os contratos.

Os inquéritos vão investigar os crimes apontados por executivos e ex-executivos da Odebrecht nos acordos de colaboração firmados com a Procuradoria-Geral da República.

Na mira da promotoria estão obras nas linhas 2, 4, 5 e 6 da Companhia do Metropolitano de São Paulo, um emissário submarino da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, o Trecho Sul do Rodoanel e a Rodovia Carvalho Pinto, ambos tocadas pela Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), além de uma rodovia construída pelo Departamento de Estradas de Rodagem e uma obra não especificada pelos delatores da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos.

A Sabesp publicou comunicado ao mercado no qual afirma que o contrato ainda não começou a ser executado e o assunto permanece sem decisão da Justiça.

O ex-prefeito Fernando Haddad, por meio de sua assessoria, informou que há farta documentação atestando que os interesses da Odebrecht em São Paulo foram contrariados pela sua gestão. O petista disse que está à disposição do Ministério Público tão logo seja notificado.

O secretário de Planejamento, Marcos Monteiro, afirma que a gestão financeira da campanha de 2014 foi feita dentro da lei e todas as contas foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos disse em nota que é a maior interessada no avanço das investigações e na resolução dos processos de possíveis irregularidades.

O deputado Luis Fernando Teixeira (PT) afirmou que as doações de sua campanha foram legais. Campos Machado (PTB) disse "estranhar que o nome dele figure na lista, pois não tem relação com quem quer que seja ligado à Odebrecht". Barros Munhoz (PSDB) afirmou que todas suas "contas foram analisadas e aprovadas pelos órgãos competentes".

João Paulo Rillo (PT) negou ter recebido doações da Odebrecht e disse confiar nas investigações. Fernando Capez (PSDB) disse que não teve contato com ninguém da Odebrecht e nunca atuou em favor da empresa. As doações recebidas, segundo ele, foram declaradas. João Paulo Papa reafirmou que não recebeu contribuições irregulares em suas campanhas.

Paulo Vieira de Souza chamou de "fábulas, mentiras e calúnias" as acusações contra ele.

Os ex-diretores do Metrô Sérgio Brasil e Décio Tambelli não foram encontrados. Luiz Carlos Frayze David disse que a acusação não procede. Sobre os repasses ao tesoureiro Márcio Fortes, o PSDB informou que os dirigentes citados terão oportunidade de se defender. José Serra (PSDB) afirmou que "não cometeu irregularidades em sua longa vida pública, pautada pela lisura, ética e transparência".

No caso de Haddad, os investigadores querem saber se a Odebrecht obteve vantagens junto à Prefeitura durante a gestão do petista (2013-2016) ao efetuar repasses via caixa 2 para sua campanha. A reportagem apurou que ao menos quatro procedimentos preparatórios para instauração dos inquéritos civis haviam sido protocolados até anteontem. Os promotores pretendem instaurar todos os inquéritos até a próxima sexta-feira. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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