Acusado de matar enteado de 3 anos, Guilherme Longo pode cumprir pena na Espanha

Rene Moreira, especial para o Estado

Franca

  • Reprodução/TV Globo

Preso em Barcelona em 27 de abril último, Guilherme Longo pode ter de cumprir pena na Europa antes de ser extraditado. Ele deve responder por porte de documentos falsos, que teria utilizado para ingressar no país. No Brasil, o homem é acusado de matar o enteado Joaquim, de três anos, em 2013, que teve o corpo encontrado em um rio em Barretos, no interior de São Paulo.

O Ministério Público de Ribeirão Preto, de São Paulo, autor do processo brasileiro contra Longo, espera que ele seja extraditado antes do desfecho da apuração na Espanha. "A gente espera que ele retorne ao Brasil agora", disse o promotor Marco Túlio Nicolino.

O governo brasileiro ainda não fez o pedido de extradição, o que deve ocorrer em até 70 dias por meio do Ministério da Justiça. Longo estava desaparecido desde setembro, quando estava em liberdade provisória.

Denunciado por homicídio triplamente qualificado, cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão, Longo era um dos homens mais procurados do Estado. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo oferecia recompensa de até R$ 50 mil a quem desse informações sobre o suspeito.

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Menino Joaquim Ponte Marques, morto aos 3 anos em Ribeirão Preto (SP) em 2013

O crime teve grande repercussão na época. Longo e a mãe da criança, a psicóloga Natália Ponte, chegaram a ficar presos após o assassinato. Ele, porém, fugiu em setembro do ano passado, depois de conseguir um habeas corpus para aguardar ao julgamento em liberdade. Segundo o promotor Marcos Túlio Nicolino, após a fuga, que durou sete meses, ele teria ficado um tempo escondido na Grande São Paulo.

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Menino Joaquim tinha 3 anos quando foi morto em 2013 no interior de São Paulo

Depois, ele teria saído do Brasil, via Paraguai, usando documentos falsos e o passaporte de um primo que reside em Florianópolis (SC). Mas investigações apontaram sua fuga para a Espanha.

No período em que Longo ficou foragido, o pai biológico de Joaquim, Arthur Paes, fez campanha para localizá-lo. Chegou a instalar outdoors na região de Ribeirão Preto.

Histórico

Segundo as investigações, Joaquim foi vítima de uma dose excessiva de insulina, aplicada pelo padrasto. Seu corpo foi jogado no rio, perto de sua casa em Ribeirão. O acusado inicialmente negava o crime, mas depois confirmou à RecordTV.

Em seguida desmentiu e alegou ter inventado a história porque teria ganhado dinheiro para conceder a entrevista. Entretanto, em outra reviravolta antes da fuga, deixou uma carta na qual novamente deu a entender que teria matado o enteado.

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