Com petistas em Curitiba, Maia diz que descontará salário de deputados ausentes

Daiene Cardoso e Igor Gadelha

Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou, durante a votação do projeto de recuperação fiscal dos Estados em calamidade financeira, que a sessão desta tarde terá efeitos administrativos. Ou seja, parlamentares ausentes sofrerão desconto de salário. A medida atinge metade da bancada do PT e parlamentares do PCdoB, que foram a Curitiba acompanhar o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro.

Segundo a liderança do PT, pelo menos 30 deputados da legenda estão fora da Casa hoje. A bancada tem 58 parlamentares. Se juntaram ao grupo de petistas que foram a Curitiba as deputadas do PCdoB Jô Moraes (MG), Alice Portugal (BA) e Jandira Feghali (RJ).

Mais cedo, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que usou a cota parlamentar para visitar o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na prisão, disse considerar válido que os deputados em Curitiba usem os recursos da Câmara porque eles estão em atividade político-parlamentar.

"Da minha parte, como procurador da Câmara, não vejo nada de ilegal ou imoral nisso. Se eles não fossem parlamentares e não tivessem atividade política, provavelmente não estariam por lá", disse.

Marun explicou que decidiu devolver a verba da visita a Cunha para não "polemizar". "Poderia não ter devolvido, mas decidi devolver para que isso não servisse de munição para a hipocrisia dos meus adversários", respondeu.

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