Após delação de acionista da JBS, Cade também vira alvo

Lorenna Rodrigues e Fernando Nakagawa

Brasília

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal e do Ministério Público nesta quinta-feira, 18. As buscas foram focadas em processo envolvendo uma termoelétrica da JBS e a Petrobras. Em nota, o Cade informou que colaborou integralmente com as autoridades e o caso tem sido conduzido "dentro da normalidade". "Se houve tentativa de alguém vender facilidades dentro do Cade, isso não se reverteu no processo", disse uma fonte do órgão.

De acordo com o Cade, a Empresa Produtora de Energia (EPE) Cuiabá, que pertence ao grupo JBS, protocolou na superintendência geral, em 2015, denúncia contra a Petrobrás, alegando que a estatal estaria se recusando a fornecer gás natural à termoelétrica, ou exigindo condições de venda alegadamente discriminatórias. "Tal representação era semelhante a denúncias de outros agentes", informou o Cade, que citou uma série de casos.

De acordo com o jornal "O Globo", um dos donos da JBS, Joesley Batista, disse em delação que teria sido orientado pelo presidente Michel Temer a procurar o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver pendências. Joesley teria solicitado apoio no processo contra a Petrobrás no Cade e oferecido 5% do negócio em propina.

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