Temer: estamos entrando com petição no STF para suspender inquérito

Thaís Barcellos, Aline Bronzati, Álvaro Campos

São Paulo

O presidente Michel Temer disse que o governo vai entrar com petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender inquérito contra ele, aberto com base nas delações da JBS. O argumento do presidente são as notícias divulgadas hoje que apontam que o áudio da conversa entre ele e o empresário Joesley Batista pode ter sido adulterado.

"Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos e incluída no inquérito sem a devida verificação e trouxe grave crise para o País. Por isso, no dia de hoje, estamos com petição no STF para suspender o inquérito proposto até que seja verificada em definitivo a autenticidade da gravação clandestina", disse, em seu segundo pronunciamento após a divulgação das conversas.

Temer também mencionou as diferenças entre o áudio e o depoimento de Joesley. "Sou acusado de dar aval para comprar silêncio de ex-deputado. Isso não existe na gravação, mesmo ela sendo adulterada. Houve falso testemunho à Justiça, nunca comprei o silêncio de ninguém. Não obstruí a Justiça."

Segundo ele, o empresário diz que tem boa relação com Cunha. "Minha fala tem conexão com a frase de que manutenção de boa relação. E eu digo 'mantenha isso, viu?' E enfatizo o 'viu'. Ele é um conhecido falastrão exagerado."

Sobre o trecho que sugere a compra de juízes e procuradores, Temer disse: "Depois, em depoimento, ele disse que tinha inventado essa história, que não era verdadeira, que era fanfarronice naquele momento."

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