Bancada pressiona Renan a deixar liderança do PMDB; Eunício diz que senadores são "solidários" a Temer

Julia Lindner e Isabela Bonfim

Brasília

  • AFP PHOTO / ANDRESSA ANHOLETE

    01.jan.2017 - Eunício Oliveira (à dir.) é cumprimentado por seu antecessor, Renan Calheiros, após ser eleito presidente do Senado

    01.jan.2017 - Eunício Oliveira (à dir.) é cumprimentado por seu antecessor, Renan Calheiros, após ser eleito presidente do Senado

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), evitou falar sobre a situação de Renan Calheiros (AL) na liderança da bancada, mas destacou que 18 dos 22 senadores do partido manifestaram "solidariedade" ao presidente Michel Temer, na quarta-feira, 24, em reunião no Palácio do Planalto. Apesar de estar em curso uma articulação para destituir Renan do posto, Eunício ponderou que o nome do líder não foi mencionado no encontro.

Na noite de quarta, 14 senadores do PMDB se reuniram novamente no Senado para pressionar Renan a deixar a liderança. Os parlamentares alegam que o alagoano não está expressando o posicionamento da maioria da bancada em seus discursos de crítica ao governo.

Aliados de Renan dizem que ele dá como certa a saída do presidente Temer e já se adianta para buscar apoio em uma eventual eleição indireta. Eunício, por outro lado, diz que a discussão sobre a substituição de Temer ainda não está na pauta. "Não há vacância do cargo. Essa discussão só poderá acontecer se houver vacância, e não há", declarou à imprensa. Ele também disse que não participou de nenhuma conversa sobre o assunto até o momento.

Eunício defende que é preciso dar sequência aos trabalhos no Congresso Nacional para garantir um "ar de normalidade". "Nossa pauta no Congresso não é do governo, é de interesse do Brasil", pontuou.

Ele afirmou ainda que as manifestações de quarta na Esplanada dos Ministérios, contra as reformas do governo Temer, convocadas pelas centrais sindicais, não foram um ato contra o Legislativo, pois "o Congresso é o símbolo da democracia e representa o povo".

Ele defendeu a realização dos protestos, mas lamentou os atos de vandalismo em alguns pontos da Esplanada. "Vejo com a naturalidade as manifestações, só lamento que tenham perdido o controle." Sobre o decreto de Temer que convocou as Forças Armadas, Eunício não quis comentar se a decisão foi acertada ou não, mas defendeu que o documento não representava um estado de sítio, como acusaram membros da oposição. O decerto foi revogado nesta quinta-feira, 25.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos