Requião: quem tirar apoio à liderança de Renan receberá "mala igual à de Loures"

Elisa Clavery

Brasília

  • Geraldo Magela/Agência Senado

    24.fev.2015 - Em discurso, senador Roberto Requião (PMDB-PR)

    24.fev.2015 - Em discurso, senador Roberto Requião (PMDB-PR)

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) saiu em defesa do líder do partido na Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), após reunião de senadores com o presidente Michel Temer, que teriam articulado a saída de Calheiros da liderança. O paranaense disse, em sessão plenária no Senado, que espera ser "brincadeira" a mudança do líder de partido e subiu o tom ao lembrar do caso do deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado com uma mala de dinheiro, e sugerir que a retirada de apoio a Renan seria "compensada".

"Eu recebi no Twitter uma outra brincadeira, eu quero crer que é uma brincadeira. Agora o governo quer mudar a liderança do meu partido, do PMDB", disse Requião. "Aqui um dos meus interlocutores diz o seguinte: corre nos corredores do Senado a notícia de que quem tirar a assinatura posta anteriormente para a indicação do líder vai receber uma mala igual àquela do Rodrigo Rocha Loures, numa pizzaria do Brasil qualquer."

O trecho em que Requião fala na sessão foi publicado em seu Twitter, acompanhado de outras postagens críticas ao governo e às reformas. O senador também repetiu o comentário em referência a Rocha Loures na rede social.

Apesar de ser do mesmo partido de Temer, Requião faz parte da ala oposicionista da sigla ao Planalto. Além de defender a paralisação das reformas do governo, o senador também se diz a favor de eleição direta para a escolha de presidente.

Na última quarta-feira, 24, senadores do PMDB tiveram reunião com Temer, reclamaram da postura crítica de Renan e afirmaram ao presidente que será preciso articular a saída do peemedebista do posto. Dos 22 senadores, 17 participaram do encontro.

Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, além de Renan, não foram convidados para a reunião articulada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá, os senadores Kátia Abreu, Eduardo Braga e Roberto Requião. Segundo o Planalto, na ultima reunião do dia 9 todos haviam sido convidados.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República informou que não iria comentar o assunto.

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