Doado por empresas, alojamento para dependentes da Cracolândia será inaugurado

Fabio Leite

São Paulo

Na tentativa de atrair usuários de drogas da Cracolândia para tratamento, a gestão do prefeito João Doria (PSDB) deve inaugurar nesta sexta-feira, 9, um centro de atendimento emergencial com contêineres para acolher até 400 dependentes por dia no centro de São Paulo.

A estrutura foi doada por três empresas (Brasmodulos, DASA e Construtora Faleiros) à Prefeitura e fica em um estacionamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na Rua General Couto de Magalhães, a 750 metros da Praça Princesa Isabel, que virou o novo ponto de venda e consumo de drogas desde a operação policial na antiga Cracolândia, há 18 dias. A gestão Doria não informou o custo total das instalações doadas.

São 25 contêineres com 100 camas para pernoite dos dependentes, um refeitório grande, 20 chuveiros, três banheiros com 18 vasos sanitários, duas salas de atendimento social e de saúde e uma academia ao ar livre. O plano inicial da gestão Doria era montar a estrutura em um terreno da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) a 100 metros da nova Cracolândia, mas foi revisto após protestos de moradores do bairro Campos Elíseos.

A distância entre o endereço do novo fluxo onde se concentram até 900 viciados e as estruturas de acolhimento da Prefeitura e do governo do Estado já existentes na antiga Cracolândia (400 metros) já era apontada por agentes sociais como um complicador para atrair os dependentes. Os contêineres ficam 350 metros mais distantes, cerca de 9 minutos a pé da praça. Segundo a Prefeitura, o deslocamento também poderá ser feito em peruas da Secretaria de Assistência Social.

Além do alojamento, a Prefeitura deve abrir para os dependentes 130 vagas em um prédio em frente à nova Cracolândia que antes abrigava ex-moradores de rua. Estes foram transferidos para um abrigo na Mooca. O espaço foi rapidamente reformado também com dinheiro de doação obtida pela recém-criada Secretaria de Investimento Social, cujo titular, Claudio Carvalho, é ex-diretor da construtora Cyrela, doadora da reforma dos banheiros do Parque do Ibirapuera.

Segundo funcionários da Prefeitura, o objetivo dos pontos de acolhimento é dar melhores condições de higiene e alimentação aos usuários de drogas e aproveitar o contato fora do fluxo para fazer avaliação médica e social e, caso eles queiram, encaminhá-los para outros centros de acolhida, clinicas terapêuticas ou leitos de internação.

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