Na cidade, colisões têm redução recorde de 20,8% em 2016

MARCO ANTÔNIO CARVALHO e Fabio Leite

São Paulo

O levantamento realizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostrou ainda que os acidentes com vítimas nas vias de toda a cidade de São Paulo sofreram, em 2016, a maior redução de toda a série histórica, iniciada em 2005: 20,8%, passando de 20.260 registros para 16.052 casos. A queda confirmou a tendência que já se mostrava desde 2012 e também foi notada no número total de mortos nas ruas e avenidas, o menor na última década: 813 vítimas.

O recorde do período foi registrado no ano de 2007, quando aconteceram 27.826 acidentes e 1.566 óbitos. No ano passado, ainda foi nas Marginais que as ocorrências tiveram maior frequência. Sem contar com elas, as colisões foram mais comuns em avenidas de grande fluxo fora do centro expandido. Entre as líderes nesse quesito estão três vias na zona sul: Avenida Senador Teotônio Vilela e as Estradas de Itapecerica e do M'Boi Mirim. Na zona leste, as batidas ocorrem com maior frequência na Avenida Aricanduva e na Avenida Sapopemba.

Em menor quantidade, as ocorrências no centro expandido foram registradas de forma predominante também em vias de tráfego intenso como as Avenidas Rebouças e 23 de Maio e a Rua da Consolação.

A redução da velocidade nas vias, política do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), foi implementada em julho de 2015, e 2016 foi, portanto, o primeiro ano completo em que a medida vigorou. Além das Marginais, a redução mirou vias arteriais que fazem ligações com bairros. Em parte das chamadas ruas coletoras, vias com acesso às arteriais, o limite ficou estabelecido em 40 km/h. A decisão enfrentou forte reação popular, até mesmo com processos judiciais, mas a gestão reforçou a defesa da mudança com dados de quedas de lentidão e de acidentes.

Mortes. "Com respeito aos acidentes fatais, seu número vinha se reduzindo desde 2008 até 2013. Sofreu um aumento de 7,3% em 2014 e voltou a cair em 2015 (20,3%). Manteve a tendência de queda em 2016, reduzindo o número de mortes em 13,9% em relação a 2015", destacaram os responsáveis pelo relatório elaborado pela CET.

Entre as vítimas do ano passado, a maioria foi pedestres (343), seguidos por motociclistas (317), motoristas ou passageiros de veículos (164) e ciclistas (30). "O grupo dos motociclistas apresentou um perfil de idade predominantemente jovem, tanto entre os que se feriram nos acidentes com vítimas como entre os que perderam a vida nos acidentes fatais", informou o documento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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