Fachin determina transferência de Rocha Loures para carceragem da PF

Breno Pires e Isadora Peron

Brasília

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), do Complexo Penitenciário da Papuda, para a carceragem da Polícia Federal, em Brasília.

A decisão se deu em resposta a um pedido apresentado pela defesa do ex-assessor especial do presidente Michel Temer, com quem é investigado em um inquérito aberto com base nas delações da JBS. A defesa apontou "ameaças diretas e indiretas à vida de Rodrigo", no pedido.

No relatório de Fachin, o ministro destaca que, "em 08 de junho de 2017, o pai do requerente teria recebido uma ligação telefônica de um conhecido da família que lhe avisou estar o requerente correndo risco de vida caso não concordasse com a delação premiada". A defesa também disse que o interior de prisões é um local "propício para se encaminhar 'um matador'".

"Os fatos narrados, ainda que não estejam desde logo embasados em elementos probatórios que lhes deem suporte, são graves o suficiente para que se dê ao menos notícia ao Ministério Público a quem incumbe, no âmbito de suas atribuições, deflagrar instrumentos voltados à respectiva apuração", afirmou Fachin, em sua decisão, remetendo os autos à Procuradoria-Geral da República para que se manifeste sobre o pedido de Rocha Loures, que buscava passar para a prisão domiciliar.

"Até ulterior deliberação, determino a remoção do custodiado Rodrigo dos Santos da Rocha Loures para a carceragem da Polícia Federal, a quem incumbo as cautelas necessárias à preservação da integridade física do requerente. Oficie-se com urgência", determinou Fachin.

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