Problemas respiratórios lideram lista de internação

Fabiana Cambricoli e Isabela Palhares

São Paulo

Foi uma pneumonia que manteve Giovanna, de 9 anos, internada por um mês na UTI de um hospital infantil particular de São Paulo. "Ela estava com espasmos na respiração e nitidamente muito mal", diz a mãe, a professora Rosana Bignami, de 55 anos.

Rosana conseguiu que a menina, que tem síndrome de down, fosse internada, depois de muita discussão com a médica. Segundo ela, a criança foi levada direto para a UTI, entubada e diagnosticada com pneumonia. "Minha filha só saiu do hospital um mês depois e continuou em tratamento, com fisioterapia pulmonar, por mais 4 meses. Até hoje a voz dela ainda é um pouquinho rouca", conta.

Outros dados do mais recente Mapa Assistencial da Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que, embora os problemas cardiovasculares sejam a principal causa de mortalidade no País, são as doenças respiratórias as que levam o maior número de pacientes de planos de saúde à internação.

Segundo o levantamento da agência, 472.824 beneficiários de convênios médicos foram hospitalizados somente no ano passado com esses problemas, ante 446.956 por doenças do aparelho circulatório.

Bariátrica e parto

Em cirurgias, a ANS destaca o aumento de 20% no índice de bariátricas realizadas pelos planos de saúde. O índice desses procedimentos por 1 mil beneficiários passou de 1,36 em 2014 para 1,63 em 2016, quando foram realizadas 50.443 operações. "Era um aumento esperado tendo em vista que a obesidade e o sobrepeso estão crescendo na população brasileira. Estamos incentivando as operadoras a adotar programas de prevenção de doenças e promoção de uma vida mais saudável para diminuir o problema", diz Karla Coelho, diretora de normas e habilitação de produtos da ANS.

Já o "destaque positivo" do Mapa Assistencial foi a redução, ainda que pequena, da taxa de partos cesáreas na rede suplementar. Entre 2014 e 2016, o índice caiu de 85,6% para 84,1%. Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 15% dos partos deveriam ocorrer por meio de cesariana. "Esse decréscimo se deve a uma série de ações que a ANS vem desenvolvendo há anos", diz Karla, referindo-se à iniciativa que envolveu cerca de 40 hospitais brasileiros no desenvolvimento de novas diretrizes para evitar cesáreas desnecessárias e melhorar a assistência a gestantes e bebês. "Estamos entrando na segunda fase do projeto, no qual 150 hospitais vão participar", detalha Karla. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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