Médica absolvida da acusação de matar 7 pacientes pode receber R$ 4 mi de hospital

Julio Cesar Lima, especial para AE

Curitiba

  • Andre Rodrigues/Gazeta do Povo/Futura Press

    A médica Virginia Helena Soares de Souza foi inocentada da acusação de acelerar a morte de 7 pacientes em um hospital de Curitiba

    A médica Virginia Helena Soares de Souza foi inocentada da acusação de acelerar a morte de 7 pacientes em um hospital de Curitiba

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região decidiu que o Hospital Evangélico de Curitiba (PR) terá que pagar indenizações trabalhistas, que podem chegar a R$ 4 milhões, à médica Virgínia Helena Soares de Souza, que foi demitida da instituição.

Recentemente, ela foi inocentada da acusação de ter acelerado a morte de 7 pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Virgínia trabalhou no hospital durante 26 anos em situação de Pessoa Jurídica e, após sua prisão, o HE a afastou e passou a pagar um valor como auxílio.

O advogado da médica, Guilherme Assad de Lara, afirmou que se conseguiu provar o vínculo da médica com o HE. "Ela era pessoa jurídica e emitia notas, conseguimos comprovar o vínculo de emprego, agora vamos discutir os valores", comentou.

A direção do Hospital Evangélico afirmou que não vai comentar o caso, já que aconteceu durante a gestão anterior.

A médica deverá receber indenizações relativas ao FGTS, férias, adicional noturno e 13° Salário.

Logo após a absolvição de Virgínia, no começo do ano, a defesa da médica já havia alertado, em coletiva de imprensa, a intenção da médica entrar com ações também contra o Estado e a União por causa do dano causado à sua atividade e imagem.

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