Correção: PSOL pedirá a Maia que votação de denúncia seja em um domingo

Julia Lindner

Brasília

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. O nome do deputado líder do PSOL é Glauber Braga e não como constou. Segue o texto corrigido:

Os deputados do PSOL vão pedir ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Casa por corrupção passiva ocorra em um domingo para garantir maior visibilidade ao pleito. A ideia seria seguir rito semelhante ao do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Com base nisso, a bancada do PSOL também vai exigir que a sessão seja transmitida ao vivo para todo o País.

Para o líder da legenda, Glauber Braga (RJ), o procedimento adotado no caso da ex-presidente Dilma abriu um "precedente" na Casa. Ele alega ainda que, em 2016, Maia apoiou o rito definido pelo ex-presidente e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "O nome disso é jurisprudência. Queremos que se tenha equilíbrio com as decisões tomadas anteriormente", justificou Glauber.

O deputado Ivan Valente (SP) considera que "certamente" haverá uma simbologia de impedimento na votação da denúncia contra Temer, caso ela seja aceita pelos parlamentares. "Na hora que a Câmara concede a licença para o prosseguimento da ação, a situação está resolvida. Na prática, é como se fosse um pedido de impeachment", declarou.

Durante o pronunciamento da bancada do PSOL, os deputados foram informados de que a reunião de líderes foi cancelada por Maia. "Sabendo que seria cobrado sobre o rito, o presidente mais uma vez desmarcou a reunião. A gente espera que Maia não acumule a tarefa e a função de líder do governo na Câmara", criticou Glauber.

Valente criticou a atuação de Maia na presidência, que considera favorecer Temer. "Maia não tem adotado atitude de magistrado, nem de presidente de um Poder, e sim de um auxiliar do governo. Ele tem sido alguém que serve ao governo e isso não é bom", afirmou.

O PSOL reforçou que está em "obstrução total" na Casa para combater o que consideram um "falso clima de normalidade". "Essas denúncias colocam a crise institucional em outro patamar de gravidade", disse a deputada Luiza Erundina (SP).

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