Denúncia da PGR é ação de servidores para barrar reforma, diz ministro

André Ítalo Rocha e Caio Rinaldi

São Paulo

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta terça-feira, 27, que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente da República, Michel Temer, representa uma ação dos servidores do Poder Judiciário para barrar a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

"Sabemos que o Judiciário é a categoria mais privilegiada de todas as categorias de servidores, evidentemente que não querem a reforma da Previdência e fazem todos os movimentos possíveis para tirar o ambiente de votação da reforma", declarou o ministro, após participar de evento do setor de cana-de-açúcar, em São Paulo.

Barros negou, no entanto, que a denúncia possa ser vista como uma perseguição a Temer, preferindo classificá-la como uma "ação corporativa". Depois, disse que a sociedade não concorda com a manobra. "Para nossa sorte, a opinião pública não concordou com a manobra, não aceita delação premiada e quer os bandidos na cadeia."

O ministro declarou ainda que o presidente Michel Temer, por ter sido presidente da Câmara em três oportunidades, tem "toda qualificação" para conduzir a votação sobre a denúncia na Casa. E acrescentou: "Os empresários querem trabalhar, o Brasil precisa trabalhar, precisamos continuar nossas vidas, a turbulência política precisa parar de afetar a vida das pessoas."

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