Em um dia, fogo atinge oito unidades de conservação no interior de SP

José Maria Tomazela

Sorocaba

Em um dia, incêndios florestais destruíram 26 hectares de áreas de preservação permanente em oito unidades de conservação no Estado de São Paulo. A área queimada equivale à medida de trinta campos de futebol. Entre a manhã de quinta e a madrugada desta sexta-feira, 28, o fogo atingiu sete reservas estaduais e uma federal, conforme registros feitos por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esses incêndios já foram debelados.

A queimada maior consumiu 12 hectares (120 mil metros quadrados) da Área de Proteção Ambiental (APA) de Ibitinga, na região central do Estado. A unidade de conservação estadual, formada pelas várzeas dos rios Jacaré-Pepira e Jacaré-Guaçu, é conhecida como Varjão ou Pantaninho por causa da grande biodiversidade, abrigando animais como onça-parda, lobo-guará e veado-campeiro.

Bombeiros e policiais ambientais de Ibitinga combateram as chamas e registraram animais fugindo do fogo. Um incêndio destruiu seis hectares na APA Sistema Cantareira, reserva protetora do conjunto de represas que abastece a Região Metropolitana de São Paulo. Outros três hectares foram queimados na área de proteção da Represa da Usina, em Atibaia.

O fogo que atingiu a Floresta Nacional (Flona) de Ipanema, em Iperó, queimou 10 mil metros quadrados e foi rapidamente controlado pela brigada do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a área. A reserva federal tem 5 mil hectares de remanescentes de mata atlântica.

As outras reservas atingidas, todas com áreas queimadas equivalentes a um campo de futebol, foram a APA de Cajamar, na Serra dos Cristais, entre Jundiaí e Cajamar; APA Piracicaba Juqueri-Mirim Área I, em Joanópolis; APA Piracicaba Juqueri-Mirim Área II, em Pedra Bela; e APA Corumbataí Botucatu Tejupá, em Bofete.

Fora das áreas de reservas, os satélites apontavam 19 queimadas em todo o Estado, no início da tarde desta sexta. No dia anterior, tinham acontecido 20 queimadas e, na quarta-feira, 26, foram 86 incêndios.

No acumulado deste ano, o Estado soma 1.210 queimadas, mas há previsão de que o número aumente, pois o período de estiagem deve seguir até setembro. Em todo o ano de 2016, houve 1.569 queimadas. No norte, oeste e sudoeste paulista, muitos municípios estão sem chuva há mais de 40 dias, segundo dados do Inpe. Os satélites do instituto registram áreas queimadas a partir de 10 mil metros quadrados.

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