Câmara atinge quórum mínimo de 52 deputados para sessão que avaliará denúncia

Eduardo Rodrigues e Julia Lindner

Brasília

A Câmara dos Deputados atingiu o quórum mínimo de 52 deputados para a abertura dos debates da sessão que irá votar a denúncia contra o presidente Michel Temer. Às 8h50, 55 deputados já marcavam presença na Câmara. O presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), já pode abrir a ordem do dia, mas até o momento não chegou ao plenário.

Embora o quórum mínimo já tenha sido registrado, poucos parlamentares se encontram no plenário. O deputado Julio Delgado (PSB-MG) avaliou que dificilmente o governo conseguirá votar ainda nesta quarta-feira, 2, o parecer do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) favorável a Temer. "O governo cantou vitória, mas terá que mostrar as suas armas. Já temos 50 deputados na Casa, mas o plenário está vazio. Se abrir a sessão agora, a defesa irá falar sozinha. Os deputados estão escondidos em seus gabinetes esperando para virem apenas votar, mas nós não vamos dar quórum para isso", disse o oposicionista. Para abrir a votação, são necessários 342 deputados presentes no plenário.

Ele confirmou que a estratégia da oposição é não registrar presença, deixando que apenas os parlamentares que usarem a palavra durante as discussões sejam computados no quórum. Os oito primeiros deputados da oposição inscritos para falar pertencem aos oito partidos contrários ao governo.

Mesmo que a denúncia não seja votada hoje, Delgado defende que haja um deadline para essa análise, no máximo, até a próxima semana. "É preciso votar as denúncias em separado", afirmou.

Às 9h, a Câmara já registrava a presença de 63 parlamentares na Casa. Mas a ordem do dia ainda não foi aberta.

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