Muniz: queriam que a 'mala de dinheiro' caísse no colo do presidente

Elizabeth Lopes e Altamiro Silva Junior

São Paulo

O advogado de defesa do presidente Michel Temer, Antonio Mariz, classificou a denúncia contra o peemedebista de "capenga" e questionou se é patriótico aceitar as acusações contra o dirigente e colocar em risco a recuperação da economia, em um momento em que os juros, o desemprego e o dólar caem.

Mariz questionou em vários momentos do discurso a gravação que o empresário da JBS Joesley Batista fez de uma reunião com Temer e disse que peritos questionaram o áudio. "É legítima essa prova?", perguntou ele. "Não se pode acusar por hipóteses e suposições. Isso não está correto", afirmou. "A gravação é indigna de ser aceita como prova e sua legitimidade é discutível."

Mariz disse que Temer foi acusado de receber uma 'mala de dinheiro', mas esta mala nunca foi parar "no colo" do presidente. "Fala-se que não havia chip na mala. É porque se tirou o chip. Ela não foi para o destino que queriam que fosse", disse ele.

O advogado ressaltou que o áudio da gravação feita por Joesley Batista foi sem autorização judicial e/ou cobertura legal. "Joesley devia estar no banco dos réus, mas está no altar da santificação". "Foi uma gravação subterrânea, clandestina, no submundo da coleta de provas."

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Temer só denota a ânsia de acusar e ver o país em dificuldades, afirmou Mariz no plenário da Câmara. "O primeiro equívoco é que se coloca no banco dos réus o presidente da República e ao mesmo tempo coloca no altar um delator."

"O presidente da República é de um caráter a prova de qualquer crítica, de passado imaculado", disse Mariz em seu discurso. O advogado questionou se Temer é um "facínora" que não pode ficar solto e esperar para responder a denúncia em 2019 "por um conhecido juiz de Curitiba", disse se referindo a Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância. "Temer terá essa denúncia acatada ou não em 2019."

"Essa denúncia não será arquivada", disse Mariz. "Não se pode esperar um ano e meio? E dar solução de continuidade ao país?", perguntou o advogado no discurso. Mariz ressaltou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) não investiga, mas recebe a investigação pronta. "Deem ao presidente mais um ano e meio para continuar sua obra magnífica", pediu Mariz aos parlamentares.

Mariz disse em seu discurso ao mencionar críticas de que Temer recebeu Joesley à noite no Palácio do Jaburu que ele esteve com o presidente várias vezes e o peemedebista recebeu pessoas importantes à noite. "Se quer construir uma cena, um palco de crime, para incriminar o presidente Temer. É uma armação extremamente prejudicial à nação."

"Respeito o Ministério Público. O problema são os nomes que falam em nome das instituições", disse Mariz, ressaltando que não é possível que o procurador-geral extrapolar suas funções.

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