Supremo rejeita aumento de salário em 2018

Rafael Moraes Moura e Breno Pires

Brasília

Apesar da reivindicação de associações de procuradores e juízes, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quarta-feira, 9, por 8 a 3 a proposta orçamentária de 2018 sem a previsão de um reajuste de 16,38% do salário dos ministros. A proposta, elaborada pela equipe da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, será encaminhada agora ao Ministério do Planejamento.

"Nosso orçamento é extremamente enxuto. Eu nunca vi nos meus quase 40 anos de serviço público um momento de tamanha gravidade econômica e financeira com consequências, em que a minha votação demanda de mim uma responsabilidade que tem repercussão em todos", afirmou Cármen, ao frisar os efeitos que um eventual reajuste para os ministros provocaria no País.

A proposta de R$ 708 milhões elaborada por Cármen não previa o reajuste, uma posição endossada pela maioria dos ministros, conforme antecipou o jornal O Estado de S. Paulo na edição desta quarta-feira. Um eventual reajuste para os integrantes do STF provocaria um efeito cascata nos Estados, com a possibilidade de aumento também para juízes, procuradores e promotores. Defenderam o aumento os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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