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Alckmin volta a defender prévias no fim do ano para escolha de candidato do PSDB

Eduardo Laguna

São Paulo

23/08/2017 17h15Atualizada em 23/08/2017 17h49

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu nesta quarta-feira, 23, a escolha do candidato do partido à Presidência da República na reunião executiva da sigla marcada para dezembro.

Ao participar do lançamento de um edital da licitação que vai definir o administrador de um fundo criado pelo governo para vender imóveis públicos, Alckmin, que já manifestou interesse em disputar a corrida pelo Palácio do Planalto no ano que vem, fez uma crítica à antecipação da campanha, numa referência indireta às viagens pelo País feitas pelo prefeito da capital paulista João Doria, um possível adversário dentro do PSDB.

Em entrevista coletiva, o governador disse ainda que as prévias partidárias são um instrumento moderno de democracia e lembrou que, não fosse esse caminho, o ex-presidente americano Barack Obama não chegaria à Casa Branca, já que a senadora Hillary Clinton tinha a preferência do partido democrata.

Mais tarde, numa conversa mais reservada com jornalistas, Alckmin lembrou que também Doria não seria candidato à prefeitura de São Paulo se não houvesse consulta prévia do partido. "Você precisa democratizar os partidos. Quanto você mais abrir a consulta, é melhor. O João Doria não seria candidato se não fosse a prévia", comentou o governador.

Questionado se apoiaria Doria se o prefeito for o escolhido pelo PSDB na disputa pela Presidência em 2018, Alckmin fugiu do que chamou de "conjecturas" e avaliou que não se deve fazer "correria agora". "Quando você precipita muito a sucessão, você encurta o governo, o que não é bom para a população", frisou o governador.

Alckmin voltou a defender que a definição do candidato ocorra no congresso do PSDB em dezembro. "Se tiver mais de um candidato, quanto mais se ampliar a consulta, melhor. Por isso, defendemos as prévias".