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Professor do Rio é afastado após postar fotos com armas de brinquedo

Reprodução
Imagem: Reprodução

Rio

25/08/2017 12h39

Um professor da rede pública de ensino do Rio de Janeiro foi afastado após publicar fotos segurando armas de brinquedo em seu perfil no Facebook. Em uma foto publicada na última quarta-feira (23), Marcelo Laiginier Rolim segura um fuzil falso, com a camisa do Flamengo, com os dizeres: "Solta o rajadão pra comemorar vitória do Mengão".

Em outra foto, postada em 2015, ele segura um simulacro de pistola, em uma quadra de esportes, com a frase: "vou começar a chamada em 10 minutos. Quem se atrasar o baguio vai ficar doido". Ele atuava como professor de educação física e como diretor adjunto de escolas municipais e estaduais.

As imagens foram reproduzidas pelo Bom dia Rio, da TV Globo, e apagadas pelo professor logo depois. Ainda há uma postagem, do dia 21 de agosto, na qual o professor escreve: "Alunos CIEP Ayrton Senna/Rocinha, amanhã, pelamor não me venham de calça jeans para aula de Judô! Short, Bermuda, Legging, Sunga, Tactel meeeeenos Jeans. Quero saber de papinho de frio e chuva não, carai (sic)". Uma menina escreve "Não sou obrigada a nada" e ele responde "dou na sua cara de mão aberta".

A Secretaria Municipal de Educação informou que o professor está exonerado da função de diretor-adjunto da Escola Municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa (centro). Também afirmou, por nota, que foi instaurado inquérito administrativo, para apurar a conduta do professor. "A secretaria esclarece que a foto não foi feita na escola municipal em que ele trabalha", frisou.

Já a Secretaria de Estado de Educação informou que "instaurou comissão de sindicância e o afastou preventivamente de suas funções".

Desde que a notícia foi veiculada, alunos e amigos têm postado mensagens de solidariedade no perfil do professor: "Só quem foi seu aluno(a) sabe o profissional que você é!!", diz uma. "Até hoje não vi um professor igual a você na rede pública", comenta outro aluno.

Na tarde desta sexta-feira (25), mães e alunos na escola onde ele atuava promovem uma mobilização em solidariedade ao professor.