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Ministério nega omissão de informações em decreto de extinção de reserva

27.ago.2017 - Protesto no Rio contra desmatamento da Amazônia - ALESSANDRO BUZAS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
27.ago.2017 - Protesto no Rio contra desmatamento da Amazônia Imagem: ALESSANDRO BUZAS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

André Borges

Brasília

28/08/2017 12h14Atualizada em 28/08/2017 13h14

O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou nota para informar que a proposta de extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), que foi efetivada na semana passada por meio de um decreto presidencial, "começou a ser discutida por técnicos do Ministério no segundo semestre do ano de 2016 e seus debates foram amplamente noticiados pela grande imprensa e pelos diversos canais especializados do setor". Trata-se de uma resposta a informações divulgadas pela BBC, de que mineradoras canadenses souberam de extinção de reserva cinco meses antes do anúncio oficial.

Segundo o MME, "o assunto já estava bastante amadurecido dentro do governo, e tratado publicamente, quando foi divulgado durante a maior feira de mineração do Mundo, a PDAC, no início de março de 2017, em Toronto, no Canadá".

A informação foi transmitida de forma simultânea, segundo o MME, "a investidores e especialistas em mineração de todo o planeta, não apenas aos canadenses".

O ministério também publicou uma série de Perguntas e Respostas a respeito da reserva mineral. O tema ganhou forte repercussão na semana passada, após manifestação pública da modelo brasileira Gisele Bündchen contra o decreto.