Empresa atribui queda a vandalismo e contrato precário

Juliana Diógenes e Priscila Mengue

São Paulo

Patrocinador do Bike Sampa, o Banco Itaú admite que o ritmo de instalação de estações e a disponibilidade de bicicletas caiu. "Problemas de vandalismo", segundo a empresa, explicam a queda no total de veículos. Entre maio e agosto, por exemplo, cem bicicletas foram alvos de algum tipo de depredação. Estações em ruas desertas do centro e da zona sul estão entre as mais visadas pelos criminosos.

"Para compensar as estações que não foram instaladas e regularizar o contrato anterior, foi firmado um termo de cooperação" que resultou em processos de doação para a Prefeitura, explica o banco.

Segundo o Itaú, as doações envolveram a entrega de 2 mil paraciclos, 300 bicicletas para adultos e crianças e cartilhas educativas sobre mobilidade, além de equipamentos de segurança como capacetes e coletes.

Além do vandalismo, Tomás Martins, CEO da TemBici, empresa que opera o Bike Sampa, atribui o baixo número de bicicletas disponíveis à tecnologia obsoleta. "Estamos aguardando a definição pela Prefeitura do novo modelo jurídico para ver como vamos nos adequar e poder realizar os investimentos que o sistema necessita."

Na Câmara Municipal, vereadores discutem o pacote de concessões que revê, entre outras questões, o modelo de aluguel de bicicletas. Já a Prefeitura analisa as novas regras para o sistema de compartilhamento, após a suspensão de edital de chamamento público pelo Tribunal de Contas do Município no ano passado. O edital previa a continuidade do Bike Sampa por 36 meses. Sem o chamamento, desde setembro de 2015 o sistema funciona por meio de um termo temporário de autorização.

Luciana Nicola, superintendente de Relações Governamentais e Institucionais do Itaú Unibanco, também culpa as limitações desse termo de cooperação com a Prefeitura. "Como a gente está com um documento precário não é possível fazer qualquer alteração desse sistema", justifica.

O Itaú diz ter interesse em continuar a parceria, com a participação de mais empresas. "São Paulo permite ter um sistema de bikesharing muito grande, porque você tem de ir para os extremos da zona sul, zona norte, leste. O Itaú nunca vai conseguir patrocinar um sistema tão grande como esse porque exige muito capital."

Tempo. Procurado, o Bradesco Seguros informou que a Agência Trunfo responderia pelo CicloSampa. "Foi uma questão de falta de tempo", diz Luciano Samarco, CEO da agência, sobre o não cumprimento do acordo para instalar 20 estações. Segundo ele, os 17 locais que existem hoje, com 170 bikes, estão "dentro do que foi liberado para implementação na época".

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