'Passagem eu pago do meu bolso', diz Alckmin em Belo Horizonte

Pedro Venceslau, enviado especial

Belo Horizonte

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse no início da noite desta segunda-feira, 18, ao chegar a Belo Horizonte, para um evento com empresários, que não está marcando atividades que sejam "estritamente oficiais" em horário comercial.

Ao chegar ao evento organizado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), onde é o palestrante, Alckmin foi questionado por jornalistas sobre o motivo de ter cancelado reuniões políticas e entrevistas que aconteceriam no período da manhã.

O presidente estadual do PSDB de Minas Gerais, deputado Domingos Sávio, foi informado na sexta-feira que Alckmin só desembarcaria à noite em Minas. Sávio teve de cancelar diversos compromissos, entre eles uma reunião com as bancadas mineiras no Congresso, da qual participaria o senador Aécio Neves (MG).

"Agendas que não são estritamente oficiais, eu marco à noite ou nos finais de semana. A passagem e o hotel eu pego do meu bolso", disse Alckmin. O governador embarcou em voo de carreira às 16 horas de hoje e veio acompanhado apenas de um ajudante de ordens.

Em Belo Horizonte, não foi recebido com claque no aeroporto, mas por assessores enviados pelo partido. Ao chegar ao local da palestra, Alckmin foi recebido pelo senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) e pelos deputados Marcus Pestana (PSDB-MG) e Domingos Sávio, todos aliados do senador Aécio Neves.

O governador e o prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), tentam se aproximar do grupo político de Aécio, de olho em 2018. Doria e o senador mineiro tiveram uma longa conversa recentemente. O prefeito também viajará a Minas Gerais nas próximas semanas. Ele deve cumprir agenda na região metropolitana da capital mineira.

Em Belo Horizonte, Alckmin minimizou seu desempenho nas pesquisas de opinião. "Campanha só começa quando muda o horário da novela. As grandes viradas ocorrem nos últimos 20 dias." Os jornalistas perguntaram, então, se o governador guarda algum rancor por Doria, que é seu afilhado político, se movimentar como pré-candidato à Presidência. "Nenhum", disse o governador. Alckmin disse ainda que pretende disputar prévias para ser o candidato, caso haja mais de um postulante no PSDB.

No coquetel servido antes da palestra, tucanos historicamente alinhados com Aécio Neves se diziam favoráveis à candidatura de Alckmin em 2018. "Vejo nele [Alckmin] um possível candidato. Ele é o mais bem-posicionado e acredito que venceria uma eventual prévia. Já o Doria ainda não está posto como candidato", disse o deputado federal Bonifácio Andrada (PSDB-MG).

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