Comissão local suspende decisão sobre Palocci

Ricardo Galhardo

Ribeirão Preto (SP)

Na primeira reunião da comissão de ética criada pelo PT de Ribeirão Preto para dar início ao processo de expulsão do ex-ministro Antonio Palocci, na quarta-feira passada, os integrantes do colegiado decidiram suspender os trabalhos.

O motivo é a carta de desfiliação enviada pelo ex-ministro na terça-feira, 26 de setembro, à presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR). "No meu entender, a partir do momento em que ele pediu desfiliação do partido, a comissão de ética perde o seu objeto. O limite do partido são os filiados", disse o presidente municipal do PT de Ribeirão Preto, Fernando Tremura.

Segundo ele, o Diretório Municipal espera que a Direção Nacional do PT envie formalmente a carta para que o partido possa pedir a desfiliação de Palocci à Justiça Eleitoral de Ribeirão Preto, domicílio eleitoral do ex-ministro.

De acordo com Tremura, Palocci já não participava ativamente do PT em sua cidade natal desde que foi nomeado ministro da Fazenda pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. A sede do Diretório Municipal não tem nem sequer uma foto do ex-ministro na parede.

"A base dele era São Paulo há muito tempo. Palocci vinha para Ribeirão esporadicamente, para votar nas convenções ou encontros do partido", disse Tremura.

Para o dirigente, o PT local, que governou a cidade por duas vezes e hoje tem apenas um vereador, Jorge Parada, vai ter de se reconstruir a partir da derrocada do ex-ministro. "Palocci foi o maior prefeito da história de Ribeirão Preto. Isso ninguém pode negar. Agora vamos ter de nos reconstruir", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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