Operação Lava Jato

Moreira Franco diz que delação de Funaro foi 'encomenda remunerada' de Janot

Nayara Figueiredo

  • Alan Marques/Folhapress

    Moreira Franco (ao lado de Temer), para quem delação de Funaro foi encomendada

    Moreira Franco (ao lado de Temer), para quem delação de Funaro foi encomendada

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, utilizou sua conta no Twitter neste domingo (15) para criticar a delação premiada do operador financeiro Lúcio Funaro e desqualificar o ex-procurador da República Rodrigo Janot. Na rede social, Franco diz que a delação é "uma encomenda remunerada", após o naufrágio da primeira denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer.

"Como o objetivo da dupla Joesley e Janot era derrubar Michel Temer, após a derrota na 1ª denúncia, só um fato novo justifica a segunda flecha", afirmou Franco pelo Twitter, em referência à segunda denúncia da PGR contra o presidente da República, ainda sob o comando de Janot. "Seria um delivery de matéria-prima: Janot pedia e Joesley pagava", acrescentou o ministro, ao citar as denúncias realizadas em delação premiada pelo dono do grupo J&F, Joesley Batista, preso desde o mês passado.

Neste sábado (14), o advogado do presidente Michel Temer, Eduardo Pizarro Carnelós, atacou o vazamento "criminoso" dos vídeos com depoimentos de Funaro ao Ministério Público. Ele classificou a divulgação da fala do delator como "mais um abjeto golpe ao Estado Democrático de Direito". No entanto, um dia depois, Camelós pediu desculpas pela declaração, pois "desconhecia que os vídeos com os depoimentos de Funaro estavam disponíveis na página da Câmara dos Deputados". "Considerando os termos da decisão de Fachin, eu não poderia supor que os vídeos tivessem sido tornados públicos. Somente fiquei sabendo disso por meio de matéria televisiva levada ao ar ontem."

Citado

Moreira Franco foi citado pelo doleiro, ao lado do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, como receptor de dinheiro para facilitar a liberação de recursos do FGTS. Ainda de acordo com Funaro, apontado como o operador de propina do PMDB, diversas operações envolvendo o FI-FGTS renderam vantagens indevidas a ele e a políticos peemedebistas.

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