Líder do governo na Câmara minimiza concessões de Temer à base aliada

Julia Lindner e Igor Gadelha

Brasília

O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), minimizou as concessões do presidente Michel Temer à base aliada no período que antecedeu a votação da segunda denúncia. Segundo ele, esse tipo de negociação é constante na política e há uma tentativa de se criminalizar o presidencialismo de coalizão. "A relação do governo com a base não é estanque, você sempre tem demanda. Essa relação não se dá por conta desse momento, mas pela relação institucional", declarou.

Ribeiro defendeu que as emendas, por exemplo, são prerrogativas dos parlamentares. "Vamos tratar da questão das emendas esse ano, no ano que vem, o próximo governo também tratará", disse. "Em um momento como esse é natural que relacionem tudo o que o governo faz à denúncia, mas o governo não pode parar", continuou.

Emprego

Após a votação da denúncia contra o presidente, prevista para hoje, Ribeiro disse que Temer deve reunir a base aliada para analisar as prioridades da pauta, que deve ter foco na geração de empregos. A reforma da Previdência, disse Ribeiro, precisaria de uma avaliação à parte. "A questão da Previdência é muito mais um sentimento do País em relação a necessidade de votação. Ainda que se vote apenas a Previdência mínima, de idade mínima, não é suficiente para o que o País precisa."

Ele contou que conversou com Temer no início da manhã e que o presidente está "aguardando que as coisas aconteçam como o planejado" na votação de hoje. "E estão acontecendo", completou. Neste momento, às 10h49, há 234 deputados na Casa e 146 no plenário. A oposição está em fase de obstrução e não registrou presença.

"Isso aí é um compromisso de cada parlamentar com o País. Mesmo na oposição existe a obrigação de cada parlamentar estar aqui para discutir os temas. A estratégia da oposição atrapalhar mais o País do que o governo", criticou.

Ribeiro afirmou que, caso não haja quórum de 342 deputados para a votação e o pleito tenha que ser adiado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), poderia adiar para o ano que vem. "Estamos ligando para todo mundo, mas cada um tem a sua responsabilidade."

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