Mal-estar de Temer surpreende plenário da Câmara

Julia Lindner, Igor Gadelha e Isadora Peron

Brasília

A notícia de que o presidente Michel Temer passou mal agitou o plenário da Câmara do Deputados no dia da votação da segunda denúncia contra o peemedebista. Para acalmar os ânimos e tentar esclarecer as notícias desencontradas que circulavam pelo plenário, o líder do governo na Casa, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), declarou no microfone que o presidente passou por um "procedimento de rotina". "A orientação que temos é de tocar a sessão, porque ele (Temer) se encontra absolutamente bem", enfatizou após conversar com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil).

Em conversa com jornalistas, Aguinaldo e outros governistas garantiram que Temer voltará em breve ao Palácio do Planalto. "Não tem razão para se preocupar", reforçou. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também garantiu que a votação de hoje estava mantida.

Uma das preocupações dos governistas era tentar manter um clima de normalidade e dizer que o procedimento era de rotina. Alguns aliados de Temer, porém, foram pegos de surpresa. Beto Mansur (PSB-SP) afirmou ter conversado com o presidente por volta das 13h30. Segundo Mansur, o peemedebista estava bem minutos antes da notícia sobre o mal-estar, sem mencionar nenhum tipo de exame. Assim como outros governistas, ele passou alguns minutos no telefone em busca de informações.

No plenário, alguns deputados, como Miro Teixeira (REDE-RJ), cobraram que um boletim médico fosse divulgado pelo Planalto, o que gerou atrito entre parlamentares. O deputado Darcídio Perondi (PMDB-RS) criticou a cobrança e disse que Teixeira agiu com teatralidade ao dizer que a situação seria grave. "Não tem gravidade, o presidente está voltando para o Planalto."

Vice-presidente da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) estranhou o comportamento do presidente Michel Temer na véspera, quando ofereceu um jantar ao peemedebista em sua casa. "Só achei estranho que ele (Temer) não quis comer nada, e geralmente ele come um pouco de leitão, um torresmo", contou. Segundo Fabinho, como é chamado, o presidente provou apenas um sorvete de queijo com limão durante o encontro.

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