Desde Afonso Pena, saúde do presidente é alvo de atenção

Edmundo Leite

São Paulo

Da República Velha à Nova República, passando pela ditadura militar, foram vários os presidentes hospitalizados com problema de saúde corriqueiros ou graves. Em todos os casos, não importa a gravidade da doença, o problema médico do ocupante do principal cargo do País vira motivo de especulações, por vezes agravando situações políticas já complicadas.

Como na maioria das vezes o cargo foi ocupado por homens mais velhos, qualquer exame de rotina provoca tensão nos círculos de poder e no eleitorado. Foi assim nos primeiros anos do século 20, quando Afonso Pena adoeceu gravemente e morreu aos 61 anos de pneumonia no meio do processo sucessório, em 1909.

Café Filho, que assumiria a Presidência após o suicídio de Getúlio Vargas, foi internado com distúrbio cardiovascular em novembro de 1955. O texto "desmentidas notícias alarmantes difundidas a respeito da enfermidade", publicado no Estado, é uma amostra.

Na ditadura militar, o caso mais notório foi de Costa e Silva, que sofreu um derrame cerebral, ficou internado por meses e morreu em 1969. João Figueiredo é outro general-presidente que foi internado com problemas no coração. Ele foi operado nos Estados Unidos, em 1983, recuperou a saúde e cumpriu o mandato até o fim. Seu sucessor, Tancredo Neves, não teve a mesma sorte. Um dia antes de tomar posse, Tancredo foi internado com diagnóstico de diverticulite e morreria 36 dias depois.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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