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Um paradoxo entre condomínios e a ocupação das ruas

Valéria França - Especial para a AE

São Paulo

04/11/2017 09h03

Enquanto o movimento cultural de revitalização do Baixo Augusta estimula a ocupação das ruas, com mesas na calçada e muita gente caminhando, um paradoxo se dá com novos empreendimentos imobiliários, que continuam subindo no formato de condomínios fechados, com completa estrutura de lazer, mas que isola o morador da rua.

"A Rua Augusta virou um boulevard", diz o empresário Facundo Guerra, um dos sócios do Vegas, balada que fechou as portas em 2013. Guerra tem, entre outros negócios, o Bar Riviera. "Na verdade, ela (a rua) deveria ser fechada ao movimento de carros porque os frequentadores e ambulantes já se apoderaram dela."

É esse público andarilho que os empreendedores culturais pretendem fisgar. "Muitas vezes o meu teatro está vazio e a rua, lotada de jovens tomando cerveja na calçada", diz Leo Medeiros, do Teatro da Rotina. "Quero trazê-los para dentro."

Compartilhar as expressões das ruas, buscar novas formas de cultura e despertar reflexões mais conscientes são objetivos comuns dos novos polos culturais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.