Para líder do PP, não dá para esperar janeiro para fazer reforma ministerial

Igor Gadelha

Brasília

O líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira (AL), disse nesta quarta-feira, 8, ao presidente Michel Temer que não dá para esperar janeiro para fazer a reforma ministerial. Na avaliação do parlamentar alagoano, é preciso reorganizar a base o mais rápido possível.

"Disse a ele: não dá para esperar para janeiro. Tem que reorganizar a base agora. Ano que vem já é ano eleitoral", disse Lira em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Acho que ele concordou", acrescentou o líder do PP, sigla com a quarta maior bancada da Casa, com 45 deputados.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, com o aumento da pressão de partidos do Centrão - do qual fazem parte PP e PTB - e os sinais de desembarque do PSDB, Temer já avalia antecipar para janeiro a reforma ministerial que pretendia fazer em abril, quando ministros que serão candidatos em outubro precisam deixar os cargos.

Segundo interlocutores de Temer no Congresso Nacional, o presidente teria ficado muito irritado com o artigo publicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em que defendeu a saída do PSDB do governo em dezembro. Nas palavras de um aliado, FHC demitiu os ministros do PSDB antes de Temer.

Sugestões

Lira disse que fez três sugestões a Temer durante a conversa nesta quarta-feira no Planalto. Uma delas foi que reorganizasse a base. "Nunca falei em botar o PSDB todo para fora. Só pedi a troca da articulação política (hoje tocada pelo ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, do PSDB)", disse.

Outra sugestão feita pelo líder do PP foi que o presidente chamasse os deputados do PSDB da ala governista para saber se eles continuarão apoiando o governo, mesmo após o partido deles desembarcar oficialmente do governo, o que está previsto para dezembro.

Lira sugeriu ainda a Temer que reorganizasse a equipe de comunicação do governo para uma nova campanha em defesa da reforma da Previdência. Segundo o deputado, no atual cenário político e com a imagem atual da reforma, a proposta não será aprovada na Câmara.

Ontem, Lira elevou o tom e, em entrevista ao Broadcast Político, deu um ultimato ao Palácio do Planalto exigindo uma reforma ministerial. "Ou muda ou não vota mais nada aqui", disse. Na véspera, em sinal de protesto, ele chegou a faltar reunião convocada por Temer com outros líderes no Planalto.

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