Novas ciclovias de SP vão exigir estudo de impacto e audiência pública

Bruno Ribeiro

São Paulo

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), sancionou uma lei que exige a realização de audiências públicas e estudos de custos sociais e ambientais para construir novas vias para bicicletas. A norma ainda proíbe a instalação de ciclovias em calçadas, para evitar compartilhamento do espaço com pedestres, e tira a prioridade para instalação das ciclofaixas - sinalização de faixas vermelha nas vias - no Sistema Cicloviário da cidade, legislação em vigor desde 2007.

Com a mudança, políticas municipais passam a ser voltadas para ciclovias - pistas com separação física, como nas Avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima - e para ciclorrotas, como a Rua Bela Cintra, no centro, onde carros e bicicletas convivem sem separação.

O texto é do vereador João Jorge (PSDB). "Coloco como prioridade no projeto a ciclorrota, que é uma forma muito melhor de compartilhamento da via entre carros e bicicletas", afirma. "Não pode o comerciante fechar em um dia e, em outro, ter uma ciclovia pintada."

A nova regra foi criticada por parte de cicloativistas, que consideram a alternativa mais insegura. "A Bela Cintra, por exemplo, é ciclorrota. Mas, dada a agressividade dos carros, é impossível pedalar ali. Se isso vale para ciclistas experientes, imagine uma mãe com o filho na bicicleta ou alguém começando", diz Alex Gomes, do blog São Paulo na bike, no Estado.

A Prefeitura diz que a sanção segue a política de "amplo debate democrático" e que o objetivo não é dificultar a implementação. Ressalta ainda que, sem estudos, as ciclovias podem causar "acidentes." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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