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Foragido, presidente do PR diz que não se submeterá "às humilhações do cárcere"

Ex-ministro Antônio Carlos Rodrigues (PR), em foto de 2015 - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ex-ministro Antônio Carlos Rodrigues (PR), em foto de 2015 Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Luiz Vassallo e Julia Affonso

São Paulo

24/11/2017 20h34

A defesa do presidente do PR e ex-ministro dos Transportes (Governo Dilma 2012-2014), Antônio Carlos Rodrigues, informou nesta sexta-feira (24) que ele não pretende se entregar à polícia. O político é considerado foragido desde a última terça (22), quando teve sua prisão decretada na mesma operação Caixa D'Água que pegou os ex-governadores do Rio Anthony e Rosinha Garotinho.

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Os advogados Daniel Bialski e Marcelo Bessa apresentarão ainda nesta sexta um novo pedido de habeas corpus ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que o ex-ministro não seja preso.

"Nosso cliente não se submeterá, por ora, às mazelas e humilhações do cárcere porque confia que as instâncias superiores reverterão esta arbitrária medida. Ele nunca fugiu às suas obrigações e nem o fará", afirmam Bialski e Bessa.

Rodrigues teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Eleitoral do município de Campos dos Goytacazes, norte do Estado do Rio, por suspeita de envolvimento com propina de R$ 3 milhões da JBS para a campanha eleitoral de Garotinho em 2014.

Os advogados do presidente nacional do PR negam taxativamente ligação dele com o caso.

Um primeiro habeas corpus foi pedido ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio na quinta-feira (23). Nesta sexta-feira, a defesa decidiu bater à porta do TSE.

"Consideramos que a medida preventiva é desproporcional, desnecessária e inexiste motivação para sua decretação e continuidade", sustentam Daniel Bialski e Marcelo Bessa.

"Não entendemos que nosso cliente deva ser considerado foragido. As Declarações Universal e Americana dos Direitos Humanos amparam a luta frente a qualquer ato que atente ilegalmente contra a liberdade", dizem os advogados.