Aliado de deputados presos vai presidir Conselho de Ética da Alerj

Roberta Pennafort

Rio

Aliado dos três deputados presos por suspeita de corrupção, Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi (PMDB), o parlamentar André Lazaroni (também do PMDB) foi eleito em votação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta terça-feira, 28, novo presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.

Foram cinco votos e uma abstenção. A comissão era presidida por Albertassi até ele ser preso. Lazaroni declarou depois de ser eleito que terá "muito trabalho pela frente" e que a condução do caso dos peemedebistas será feita "respeitando o direito a ampla defesa e à Constituição".

Os nove deputados da oposição que protocolaram representação pela perda de mandatos dos deputados presos, por quebra de decoro, já encaminharam o pedido para Lazaroni. Ele afirmou que o conselho irá começar a tratar da questão na reunião da próxima terça-feira, 5, mas ressalvou que o grupo "cometeu um erro": "O processo deveria ser direcionado primeiro à Mesa Diretora e não ao Conselho de Ética. Porém, o colegiado ainda vai resolver se vamos aceitar ou não o pedido."

Votaram a favor da indicação de Lazaroni: Iranildo Campos (PSD), Comte Bittencourt (PPS), Rosenverg Reis (PMDB), Marcos Muller (PHS) e o próprio deputado. Carlos Osório (PSDB) se absteve.

Lazaroni é secretário de Cultura do Estado do Rio desde fevereiro deste ano. Licenciou-se da pasta este mês para voltar à Alerj e votar com o governo pela indicação de Albertassi à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, feita pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e que foi barrada pela Justiça.

Na polêmica votação do dia 17 na Alerj que livrou Picciani, Albertassi e Melo da cadeia, Lazaroni chamou a atenção por citar equivocadamente o dramaturgo alemão Bertold Brecht - o deputado o confundiu com o personagem do humorístico "Escolinha do Professor Raimundo" Bertoldo Brecha quando discursava inflamadamente no plenário em favor dos aliados.

Os três foram soltos e, depois de quatro dias, encarcerados novamente, a mando do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2). Eles teriam recebido propina de empresas de ônibus.

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