Relação de presidente e Parlamento deve ser altiva, diz Aníbal

Francisco Carlos de Assis

São Paulo

O próximo presidente da República precisará ser uma pessoa com temperança, mas muita firmeza para manter uma relação altiva com a Câmara e com o Senado uma vez que, pela baixa renovação nas duas casas, práticas abominadas pela população deverão continuar, avalia o ex-deputado tucano e atual presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal. "O Parlamento, que é a instituição principal da democracia, não pode mais continuar agindo por motivações menores e benefícios de natureza pessoal." No entanto, afirmou que, diante da pouca mudança na representação política que se verá nas próximas eleições, não tem esperança de ver tais "práticas abomináveis" acabarem no curto prazo.

O Estado brasileiro, segundo Aníbal, está com a condição de investimento praticamente zerada até para manutenção de estradas. "E não temos credibilidade, regras claras e ambiente propício para atrair os investimentos de que tanto precisamos. O mundo hoje está encharcado de dinheiro porque os juros são negativos em vários países, mas não temos condições de atrair estes recursos", lamentou o tucano.

Aníbal disse não ter dúvida de que a infraestrutura é a área que demanda investimentos de todas as demais áreas da economia pela condição de movimentar todas as cadeias produtivas. Para que os recursos estrangeiros venham, segundo o presidente do Instituto Teotônio Vilela, é preciso que haja o encadeamento de regras claras, bom ambiente de negócios e liderança do presidente para manter o diálogo com os parlamentares em alto nível e tentar interromper as práticas inadequadas dos legislativos.

"Eu acho que o próximo presidente terá uma oportunidade enorme de, mesmo em meio às dificuldades, manter uma relação altiva com o Parlamento porque os nossos parlamentares vão continuar ainda por muito tempo vinculados a práticas que hoje a sociedade abomina. Espero que essa abominação por parte da sociedade ajude o próximo presidente não ter que conceder mais no que for prática abominável na relação entre Executivo e Legislativo", disse, depois de ter participado de evento que reuniu nesta manhã, em São Paulo, lideranças do PSDB, PT, PSB, PSD, PPS e PV.

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