Crime organizado e terrorismo são as principais ameaças

Marcelo Godoy

São Paulo

O crime organizado nas fronteiras e nos centros urbanos foi a principal "força oponente" ou "agente perturbador da ordem" enfrentada pelos militares (25,9%), segundo os documentos de 181 operações de segurança integrada a que o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso. Os dados foram compilados pelo Ministério da Defesa, pela Marinha, pelo Comando de Operações Terrestres do Exército, pelo Estado-Maior do Exército, pela Força Aérea, e pelos Comandos Militares do Planalto (CMP), do Nordeste (CMNE) e do Leste (CML).

Os números mostram que a ameaça terrorista ocupou o segundo lugar (23,2%) nas preocupações dos militares, seguida por policiais e caminhoneiros grevistas e bandidos que se aproveitavam desses movimentos (16,5%) e manifestantes em geral (7,1%), como os integrantes do movimento dos sem-terra.

Para o chefe de operações conjuntas do Ministério da Defesa, general do Exército César Augusto Nardi de Souza, é difícil determinar quem é o agente perturbador da ordem. "Às vezes dois lados podem conturbar, por isso a gente se coloca no meio. A ideia é separar."

Entre os perturbadores da ordem também aparecem garimpeiros, grileiros, fazendeiros, índios e madeireiros, principalmente na Região Norte do País. "Isso acontece porque as forças estaduais de segurança na Região Amazônica são incapazes de prover segurança além das áreas urbanas desses Estados", afirmou o ex-secretário nacional de Segurança e coronel da reserva da PM de São Paulo José Vicente da Silva Filho. Para ele, só o Exército ou uma força militar federal permanente teriam a capacidade logística de atuar em áreas de difícil acesso na Amazônia.

Justificativa

Cada uma das operações tem a sua missão especificada em documento no qual é detalhado quem é o "agente perturbador da ordem pública" contra o qual a tropa será empregada. Em 60% dos casos, a missão principal dos militares era a defesa da ordem pública e da sociedade. Em 21%, as Forças Armadas foram usadas para proteger eventos e autoridades e em 10% dos casos, eleições no País e nos Estados e municípios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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