Cármen Lúcia se reúne com autoridades de Goiás para discutir crise nos presídios

Rafael Moraes Moura e André Dusek, enviados especiais

Goiânia

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, se reúne na manhã desta segunda-feira (8) com o governador Marconi Perillo (PSDB) e o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), desembargador Gilberto Marques Filho, para discutir a crise penitenciária no Estado.

Cármen chegou à reunião de trabalho, na sede do TJ-GO, por volta das 10h sem falar com a imprensa. Outras autoridades goianas participam da discussão, entre elas representantes do Ministério Público, juízes de varas de execução penal e integrantes da segurança pública do Estado.

Antes da reunião, Cármen conversou reservadamente com Perillo, o presidente do TJ-GO e o procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres. Segundo o Broadcast Político apurou, Cármen pediu na ocasião a relação de todos os presos com mandados de prisão expedidos e os motivos dos mandados para tentar ajudar, no que for possível, quanto às vagas.

Agenda

Segundo auxiliares do governo de Goiás, a presidente do Supremo e do CNJ não deve mais fazer uma "blitz" no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO) por questões de agenda, mas uma fonte próxima à ministra disse à reportagem que a previsão está mantida - a menos que Cármen seja desaconselhada a ir por razões de segurança.

Na segunda-feira passada, dia 1º, um confronto entre detentos no complexo deixou nove mortos, sendo dois decapitados. Por determinação de Cármen Lúcia, foi realizada uma inspeção na prisão. O relatório encaminhado pelo TJ-GO constatou uma série de problemas graves da unidade, entre eles "a falta constante de água e luz nos pavilhões e as precárias acomodações, além da recorrente reclamação quanto a apreciação de benefícios suscitados pelos aprisionados".

Além disso, o documento aponta a existência de "relato de fortes indícios de conflito entre grupos rivais dentro da unidade" e destaca que um relatório produzido em 2015 já "alertava para a precariedade da situação do sistema de cumprimento de pena no regime semiaberto".

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