Mairiporã tem postos de saúde lotados e cartazes de alerta sobre febre amarela

Priscila Mengue

São Paulo

Não era necessário nem sequer entrar na Unidade Básica de Saúde (UBS) Centro, de Mairiporã, para se vacinar contra a febre amarela. Por volta das 15 horas desta segunda-feira, 8, cerca de 50 pessoas aguardavam na área externa. De tempos em tempos, uma funcionária saía de dentro do posto com uma caixa, na qual estavam as seringas já preenchidas com a dose da vacina.

Segundo funcionários, ao menos 600 doses foram utilizadas até as 16 horas na UBS, o que seria duas vezes mais que as aplicações da última sexta. A procura seria semelhante à registrada entre o fim de novembro e o início de dezembro, quando as mortes por febre amarela chegaram a 22 na cidade, que tem cerca de 95 mil habitantes.

Imunizada desde novembro, a dona de casa Ivone Lima, de 50 anos, levou o neto Wendel, de 10 anos, para se vacinar nesta segunda. Morador de São Mateus, na zona leste de São Paulo, ele está em Mairiporã para aproveitar as férias escolares. "Estou passando repelente nele desde domingo", relata. Assim como ela, a merendeira Samantha Simão dos Santos, de 27 anos, estava no local para vacinar os três primos, de 7, 8 e 12 anos, que a visitavam vindos de Ferraz de Vasconcelos.

Já a metalúrgica Rosana de Almeida, de 47 anos, resolveu se vacinar somente após a divulgação das mortes. "Nunca me importei, mas agora fiquei um pouco preocupada", diz."Dos meus três filhos, acho que só o pai do meu netinho se vacinou. Agora eles vão ter de ir", ressalta.

Também na UBS Centro, o caixa de padaria Gustavo Rafael de Camargo, de 18 anos, precisou ser convencido pela namorada, vacinada em dezembro. "Ela viu a notícia das mortes na TV e insistiu", confessa.

Por conhecer uma das vítimas, a vendedora Daniela da Conceição, de 33 anos, também se vacinou nesta segunda. "Tinha amigos em comum. Quando começa em pessoas próximas, fica mais preocupante", explica.

A motivação é semelhante à do pedreiro Herbert Mendonça, de 30 anos, que tem um primo internado com suspeita de febre amarela. "Soube que os macacos estavam morrendo, mas não achava que era grave", diz ele, que estava em uma fila no Hospital Nossa Senhora do Destino, na região central. Desde sexta-feira, o local aplica vacinas 24 horas.

Alertas

A prefeitura de Mairiporã espalhou faixas com informações e as frases "Febre amarela mata" e "Se depender de nós, você não vai amarelar". Além disso, marcou uma audiência pública para esta terça-feira, 9. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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