Mesmo com posse suspensa, convidados chegam ao Planalto

Carla Araújo

Brasília

Mesmo com a indefinição sobre a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho, alguns convidados para a cerimônia que seria às 15 horas chegaram ao Palácio do Planalto, mas não foram autorizados a subir. Prefeito do município de Levy Gasparian (RJ), Valter Lavinas, do PTB, disse que acreditaria que o governo derrubaria a liminar que impedia a posse e que continuaria em Brasília pelo menos até amanhã para tentar participar da cerimônia.

Outro prefeito fluminense, reduto eleitoral de Cristiane e seu pai Roberto Jefferson, Jauldo Neto (PHS), prefeito de Engenheiro Paulo de Frontin (RJ) disse que não via nenhum "dispositivo legal" que impeça a deputada de assumir o cargo e minimizou os problemas de Cristiane Brasil com a Justiça do Trabalho.

"Você deve ter empregada. A gente corre risco todos os dias, a gente não sabe o que passa na cabeça do ser humano. Às vezes a pessoa que você mais ajuda é a que mais te decepciona", afirmou à reportagem. Segundo Jauldo Neto, os problemas judiciais de Cristiane são muito pequenos. "Se fosse um roubo, mas uma dívida trabalhista, que ela já está pagando", reclamou, argumentando que quando alguém já começa a quitar uma dívida no banco, por exemplo, a pessoa já deixa de ser considerado inadimplente.

O deputado Altineu Cortes (PMDB-RJ) também foi um dos que chegou ao Planalto para a posse, que não aconteceu. "Se a posse não for hoje eu espero que aconteça amanhã", disse. Convidado como um amigo da família de Petrópolis, o presidente do Sindicato Nacional das Cooperativas de Crédito (SINACRED), Ricardo Blanc, afirmou à reportagem que veio "aplaudir e apoiar" a família e que, mesmo tendo previsão de retorno para o Rio de Janeiro hoje, pretende voltar a Brasília em qualquer dia que a posse for remarcada. "Se for amanhã, eu volto amanhã", afirmou.

Conversas

Depois do revés de ver o pedido de derrubada de liminar indeferido, Temer reuniu-se com Cristina Brasil e Roberto Jefferson. Até o momento, auxiliares do presidente dizem que ele "tem um compromisso com o partido" e que se tiver alguma mudança teria que partir do partido. Apesar disso, o governo vai recorrer ao STF e tentar manter a nomeação de Cristiane.

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