MPL faz 1º protesto contra tarifa de R$ 4 no transporte de SP

Fabio Leite

Em São Paulo

  • Reprodução/TV Globo

    Na terça-feira (9), manifestantes atearam fogo em pneus na avenida Nove de Julho, no centro de São Paulo, em protesto contra o aumento de passagem

    Na terça-feira (9), manifestantes atearam fogo em pneus na avenida Nove de Julho, no centro de São Paulo, em protesto contra o aumento de passagem

Cinco dias após o início da cobrança da tarifa de R$ 4 no transporte público de São Paulo, o Movimento Passe Livre (MPL) faz nesta quinta-feira (11) o primeiro protesto contra o aumento do preço das passagens de ônibus, metrô e trem na capital paulista.

O início do ato está marcado para as 17h na praça Ramos de Azevedo, em frente ao Theatro Municipal, no centro de São Paulo. O local fica a poucos metros da sede da prefeitura. Até a noite desta quarta-feira (10), cerca de 8.900 pessoas haviam confirmado presença na manifestação na página do MPL no Facebook. O trajeto ainda não foi revelado.

"Querem nos fazer pagar ainda mais caro pelo que nem deveríamos pagar e não é possível aceitar pacificamente a existência de um outro aumento", afirma o movimento na rede social. Segundo os organizadores, outras 15 cidades de seis Estados, como Goiás, Pernambuco e Rio de Janeiro, também terão protestos contra o aumento nas tarifas a partir desta semana.

Em São Paulo, as passagens subiram de R$ 3,80 para R$ 4 no último domingo (7). O reajuste, de 5,26%, foi anunciado de forma conjunta pelas gestões do prefeito da capital, João Doria, e do governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

Em 2017, o valor unitário do ônibus, metrô e trem ficou congelado em R$ 3,80, após promessa de campanha feita por Doria. Em compensação, o valor da tarifa integrada entre ônibus e trilhos (metrô ou trem) teve reajuste de 14,8%, chegando a R$ 6,80. A medida, que chegou a ser suspensa por três meses pela Justiça, motivou uma série de protestos na capital, que não surtiram efeito.

O MPL foi criado em 2005 com a bandeira da "tarifa zero", defendendo gratuidade total do transporte coletivo. O movimento, porém, só ganhou expressão em 2013, quando organizou os atos contra o aumento de R$ 0,20 no valor da tarifa em São Paulo (de R$ 3 para R$ 3,20 na ocasião), que acabaram se espalhando por todo o País depois do aumento da repressão policial aos protestos.

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