Parente de vítimas culpa Detran por atropelamento em Copacabana

Roberta Pennafort

Rio

Indignado, o músico Marcelo Cará, de 46 anos, deixou o Hospital Miguel Couto, no Leblon, onde visitou quatro parentes atropelados no calçadão de Copacabana na noite de quinta-feira, 28, clamando por justiça. "Está na hora de mudar essa imprudência. Que Detran é esse?", afirmou, nesta sexta-feira, 19, em referência ao atropelador, Antonio Anaquim. Ele dirigia sem carteira e alegou ter sofrido um ataque epiléptico ao volante, o que o teria levado a subir na calçada.

Cará toca e canta em um quiosque em Copacabana e aguardava o sobrinho, Jean Carvalho, com a mulher e os três filhos, de 2, 7 e 10 anos, que iriam vê-lo se apresentar. Eles foram atropelados a caminho do local.

O músico soube do acidente porque sua mulher ligou preocupada para contar. Ela mora em Porto Alegre e viu o caso na televisão. Mesmo estando a poucos metros, Cará ainda não tinha sido informado sobre o caso.

A família é gaúcha e chegou ao Rio há dois dias, para ficar até o dia 25. Todos sofreram fraturas. A menina de 7 anos terá de operar o joelho. O menos machucado foi o menor, de 2 anos.

"Há alguém passando a mão na cabeça dele (Anaquim)? A culpa é dele e do Detran. A família vem na paz conhecer o Rio, passear, e é atropelada assim? Felizmente são espiritualizados e estão bem e calmos. Meus sentimentos para a família que perdeu o bebê (de 8 meses)."

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