Ex-presidente pactuou com crime e censura deve ser acima da média, diz relator

Renan Truffi, Julia Lindner e Ricardo Brandt

Porto Alegre

Ao pedir o aumento da pena para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o desembargador João Pedro Gebran, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), explicou que a "gravidade" dos crimes "exige" uma pena maior do que a mínima.

"Eu considero a culpabilidade extremamente elevada. Há um esquema sofisticado de corrupção no seio da Petrobras. A gravidade dos crimes exige uma pena maior do que a mínima. O ex-presidente compactou com o crime e a censura deve ser acima da média", afirmou.

Gebran manteve a absolvição de Lula apenas na acusação sobre o armazenamento de acervo presidencial, acusação pela qual o petista já tinha sido considerado inocente na primeira instância. O magistrado também estendeu a absolvição ao presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

Ao final, o desembargador também pediu a permissão para chamar de "inverdade" as declarações de que há excesso nas prisões preventivas autorizadas pela Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro.

"Não julgamos um estadista, mas sim, fatos concretos. É imperioso que essa informação seja desacreditada. Foram condenados membros de diferentes partidos políticos. Há servidores, empreiteiros, engenheiros, empregados privados, pessoas de variadas matizes", disse.

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