Relator do TRF-4 diz que não serão considerados fatos pregressos da vida réus

Julia Lindner, Renan Truffi e Ricardo Brandt, enviados especiais

Porto Alegre

Antes de iniciar a leitura do relatório na manhã desta quarta-feira, 24, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da ação penal contra o ex-presidente Lula no caso triplex no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), destacou que "não serão considerados fatos pregressos da vida dos réus".

Em seguida, ele prosseguiu a leitura do parecer. Nas últimas semanas, Lula e seus aliados afirmaram que o petista sofre "uma perseguição" do Judiciário por causa da sua atuação política.

Aos 52 anos, Gebran Neto atua no TRF4 há pelo menos quatro. Recentemente, ganhou o título de doutor honoris causa em Direito à Saúde e foi coordenador do Comitê Executivo da Saúde do Paraná. Ex-promotor do Estado do Paraná, Gebran é próximo do juiz Sérgio Moro e já afirmou que o juiz federal "colaborou decisivamente com sugestões e críticas" para um de seus livros.

Ambos fizeram mestrado com o mesmo orientador na Universidade Federal do Paraná no início dos anos 2000. Por isso, os advogados de Lula já argumentaram contra Gebran, afirmando que ele tem "estreitos e profundos laços de amizade com o juiz Sérgio Moro".

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