Delegacia na Rocinha é cercada após ameaça de ataque

Fábio Grellet

Rio

A favela da Rocinha, na zona sul do Rio, é palco de intensos tiroteios desde a manhã desta quinta-feira, 25, em função de uma operação da Polícia Militar, à qual criminosos reagiram. Até as 17h havia quatro feridos - um PM do Batalhão de Choque e três suspeitos -, sem detalhes quanto ao estado de saúde deles.

A 11ª DP, que atende a Rocinha e fica na rua Bertha Lutz, ao pé do morro e paralela à Auto Estrada Lagoa-Barra, foi cercada pela polícia por volta das 16h30, depois de um boato de que criminosos tentariam atacar o imóvel. O trânsito na rua da delegacia foi interrompido e cones plásticos foram espalhados ao redor do imóvel. PMs do Batalhão de Choque reforçam o policiamento no local.

Em nota, a PM negou que criminosos tenham atacado a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. "As perfurações na base (da UPP) foram decorrentes de confronto armado que ocorreu entre criminosos e equipe do Bope (o grupo de elite da PM) nas proximidades", afirmou a instituição.

Nas redes sociais, moradores relatam o pânico com os tiroteios desta quinta. Alunos da PUC-Rio, que fica na Gávea (zona sul), numa área próxima à Rocinha, também se assustaram com o barulho dos tiros, ouvidos a partir do campus. "Parece filme de guerra", narrou um aluno no Facebook.

A Prefeitura do Rio recomendou a quem esteja de carro que evite circular pela Auto Estrada Lagoa-Barra e pela Estrada da Gávea, preferindo a Avenida Niemeyer.

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