CET vai escoltar ambulância até hospitais durante megablocos na 23 de Maio

Fabio Leite

Após sofrer críticas por causa do tumulto provocado na porta de hospitais com a passagem dos megablocos na Avenida 23 de Maio durante o carnaval, a gestão do prefeito João Doria (PSDB) decidiu colocar motos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para escoltar ambulâncias até a entrada dos centros de saúde neste sábado, 17, quando três blocos desfilam na via, entre eles o Lagardinho, comandado pela cantora Claudia Leitte.

Além disso, a Prefeitura afirmou ter criado rotas alternativas para veículos de resgate e negociado com os blocos para diminuírem o som ou não pararem o caminhão quando estiverem na frente dos hospitais. O barulho provocado pelos trios elétricos e o bloqueio feito por foliões na rua Maestro Cardim, endereço de três hospitais no bairro do Paraíso, foram as principais queixas de pacientes e funcionários das unidades de saúde, como o Hospital Beneficência Portuguesa e o Sancta Maggiore.

"A 23 de Maio fica nos fundos do quarto onde minha avó está internada. Ela não consegue descansar à tarde de tão alto que é o barulho. E o trânsito aqui fica caótico por causa da multidão. Muita gente bêbada no meio da rua e as ambulâncias não conseguem passar", contou à reportagem na última terça-feira, 13, a bancária Michele de Freitas, de 32 anos, cuja avó, de 79 anos, foi internada no Hospital Sancta Maggiore após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Segundo a Prefeitura, a CET também será acionada para ajudar a abrir caminho para as ambulâncias entre os foliões que devem acompanhar os shows neste sábado. A área terá dois postos médicos e 18 ambulâncias, que ficarão em locais estratégicos, além de uma carreta de saúde. Segundo a gestão Doria, cerca de 2,6 milhões de pessoas acompanharam, entre domingo e terça-feira, de carnaval, os blocos na 23 de Maio que estreou neste ano como endereço do carnaval paulistano.

Já os foliões reclamaram de problemas na estrutura montada para os blocos, como dificuldade de acesso à avenida e a falta ou concentração dos banheiros químicos em um determinado ponto da via. Muitos homens fizeram do paredão lateral do Centro Cultural São Paulo um banheiro público, ignorando a presença da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a multa de R$ 500 para quem fizer xixi na rua.

Segundo a Prefeitura, para este sábado, haverá melhora na sinalização do local e aumento do número de banheiros químicos, de 580 para 650 cabines espalhadas pela 23 de Maio. Ainda segundo a gestão Doria, a Polícia Militar reforçará o efetivo na região e a empresa contratada para organizar o carnaval de rua vai intensificar a fiscalização para impedir a entrada de objetos cortantes na avenida.

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