Violência no Rio

Decisão sobre intervenção pega de surpresa Comando Militar do Leste

Marcelo Godoy

São Paulo

  • Fátima Meira/Estadão Conteúdo

    General Walter Braga Netto durante assinatura do decreto de intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro (RJ), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF)

    General Walter Braga Netto durante assinatura do decreto de intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro (RJ), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF)

O Comando Militar do Leste (CML) foi surpreendido pela decisão do governo federal de decretar intervenção federal na Segurança Pública do Rio. Símbolo dessa surpresa é o fato de o comandante do CML, o general Walter Souza Braga Netto, ter viajado com a família no carnaval e só ter retornado ao Rio na Quarta-feira de Cinzas.

Braga, como é conhecido pelos colegas, deve acumular a função com o comando do CML.

Eram 10 horas quando o general embarcou ontem para Brasília para se reunir com o Alto Comando do Exército. A viagem estava marcada para segunda-feira, quando seria realizada uma reunião ordinária. "Há uma semana, nós não tínhamos essa perspectiva da intervenção. Foi uma surpresa", afirmou um general do CML ouvido pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Pela manhã, os generais do CML não sabiam ainda qual o alcance da intervenção, qual seria o papel do interventor. "Não esperem nenhuma ação espetacular para hoje ou amanhã", afirmou o general.

Há agora também um temor de que o ambiente político contamine a caserna em um ano eleitoral. "Teremos muito cuidado, pois o Exército é um instrumento de Estado e não de governo", disse o general.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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