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Decisão sobre intervenção pega de surpresa Comando Militar do Leste

Fátima Meira/Estadão Conteúdo
General Walter Braga Netto durante assinatura do decreto de intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro (RJ), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) Imagem: Fátima Meira/Estadão Conteúdo

Marcelo Godoy

São Paulo

2018-02-17T10:52:00

2018-02-17T12:40:07

17/02/2018 10h52Atualizada em 17/02/2018 12h40

O Comando Militar do Leste (CML) foi surpreendido pela decisão do governo federal de decretar intervenção federal na Segurança Pública do Rio. Símbolo dessa surpresa é o fato de o comandante do CML, o general Walter Souza Braga Netto, ter viajado com a família no carnaval e só ter retornado ao Rio na Quarta-feira de Cinzas.

Braga, como é conhecido pelos colegas, deve acumular a função com o comando do CML.

Eram 10 horas quando o general embarcou ontem para Brasília para se reunir com o Alto Comando do Exército. A viagem estava marcada para segunda-feira, quando seria realizada uma reunião ordinária. "Há uma semana, nós não tínhamos essa perspectiva da intervenção. Foi uma surpresa", afirmou um general do CML ouvido pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Pela manhã, os generais do CML não sabiam ainda qual o alcance da intervenção, qual seria o papel do interventor. "Não esperem nenhuma ação espetacular para hoje ou amanhã", afirmou o general.

Há agora também um temor de que o ambiente político contamine a caserna em um ano eleitoral. "Teremos muito cuidado, pois o Exército é um instrumento de Estado e não de governo", disse o general.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.