Torquato Jardim evita comentar declações do diretor-geral da Polícia Federal

Carla Araújo

Brasília, 18

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, evitou entrar na polêmica sobre as declarações do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, que em entrevista à Reuters, no dia 9, disse que as provas contra o presidente Michel Temer na investigação sobre o decreto dos Portos são frágeis e indicou que o inquérito deveria ser arquivado.

"A Polícia Federal tem um lado constitucional fundamental, ela é a Polícia Federal do Poder Judiciário. Ou seja, enquanto Polícia Judiciária, a PF se reporta aos juízes federais e aos tribunais federais, e não ao Ministério da Justiça", afirmou Torquato. "A matéria versada pelo delegado Segovia tem a ver com esse lado constitucional, e é uma linha constitucional que eu não atravesso", completou Torquato, ao lado de Segovia.

Os dois acompanharam na noite deste domingo, 18, o envio de uma força-tarefa para auxiliar na segurança do Ceará, na base aérea de Brasília. Segovia - que amanhã terá de prestar esclarecimentos sobre sua fala ao Supremo Tribunal Federal - não quis dar declarações.

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