PSB usa congresso para reforçar 'reencontro' com origem de centro-esquerda

Pedro Venceslau e Ricardo Galhardo

São Paulo

O PSB vai abrir seu 14º Congresso Nacional nesta quinta-feira, dia 1º, em Brasília, com um evento formatado para marcar o "reencontro" do partido com a sua origem de centro-esquerda. Os pessebistas, que apoiaram o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff (PT) e romperam com o presidente Michel Temer no ano passado, já não descartam uma aliança com o PT ou com o presidenciável do PDT, o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes, nas eleições deste ano.

Outra possibilidade avaliada pela legenda é não entrar em nenhuma coligação nacional para dar mais autonomia às costuras estaduais, que são consideradas prioritárias para a sigla.

"O nosso objetivo central será eleger nossos governadores, temos dez nomes competitivos, e fazer uma bancada com 35 a 45 deputados. Podemos não entrar em nenhuma aliança nacional", afirmou o presidente do partido, Carlos Siqueira, que deve ser reconduzido ao cargo.

Em conversas reservadas, os dirigentes do PSB consideram remota a possibilidade de apoiar a candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ao Palácio do Planalto.

De acordo com Siqueira, as conversas para filiar o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa continuam, mas uma eventual candidatura do ex-ministro teria de ser submetida a prévias. "Há muita simpatia pela tese da candidatura do Barbosa, mas, se ele decidir entrar no partido, nós vamos fazer o debate. A candidatura dele não será automática", afirmou o presidente do PSB.

O ex-ministro Aldo Rebelo (SP), que deixou o PCdoB em 2017, e o ex-deputado Beto Albuquerque (RS) se apresentaram como pré-candidatos da legenda neste ano.

Os principais focos de resistência à alternativa Barbosa estão nos diretórios do PSB em Pernambuco e em São Paulo, onde o vice-governador Márcio França apoia Alckmin.

Frente

O PSB teve papel de destaque na elaboração de um manifesto assinado pelas fundações dos cinco principais partidos de esquerda (PSB, PT, PCdoB, PDT e PSOL). As articulações que criaram condições para o documento foram conduzidas pelo senador João Capiberibe (PSB-AP).

Embora o texto não fale explicitamente em coligações eleitorais, é visto como uma ponte entre os partidos de esquerda que pode resultar em um pacto de não agressão na primeira etapa da disputa presidencial e uma aliança no segundo turno ou em um eventual governo de uma das cinco legendas.

O Congresso Nacional do PSB servirá de palanque para os novos filiados da sigla, como os deputados Alessandro Molon (RJ) e Aliel Machado (PR), que deixaram a Rede, e o ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc. O PSB fará uma homenagem ao filósofo Noam Chomsky e ao escritor Ariano Suassuna, que morreu em 2014. O congresso termina no domingo, 4. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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