Vamos completar nosso governo estabelecendo ordem no País, diz Temer em Sorocaba

Marcelo Osakabe e Elizabeth Lopes

São Paulo

O presidente Michel Temer voltou a exaltar nesta sexta-feira, 2, a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro e disse que pretende completar seu governo trazendo ordem ao País. "Vamos completar nosso governo trazendo ordem. Ordem e progresso é o lema da bandeira", lembrou o emedebista, que negou que os recursos prometidos nesta quinta-feira, dia 1º, em reunião com governadores, seriam oriundos apenas de empréstimos do BNDES.

"Além de eu colocar recursos do BNDES (para a segurança), destinei 1,2 bilhão para Estados construírem penitenciárias. Não é só empréstimo do BNDES, outras verbas podem ser anunciadas para equipamentos", disse Temer, acrescentando que R$ 5 bilhões dos R$ 42 bilhões em investimentos anunciados na véspera, durante reunião com governadores, poderão ser liberados este ano.

O presidente, que participou de cerimônia de entrega de ambulâncias em Sorocaba, cidade do interior paulista, salientou que a intervenção no Rio faz parte do lema do governo, que é emprestado da bandeira brasileira. "O que é preciso agora é ordem. Ontem (quinta) fiz uma reunião com todos os governadores para mostrar que essa é uma questão de todos no País."

Sorte na economia

O progresso, na visão do emedebista, está garantido e, aos poucos, vai se construindo um novo País. Sem citar o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, Temer disse que teve sorte na economia e exaltou o crescimento de 1,0% do Produto Interno Bruto (PIB) depois de dois anos de recessão, projetando ainda uma expansão de 3,0% a 3,5% em 2018 em um cenário de juros e inflação menores.

Temer ainda lembrou do forte crescimento da safra no ano passado e, repassando outros feitos de sua administração, como a reforma do Ensino Médio e a ampliação de áreas de proteção ambiental em Goiás e no Rio de Janeiro, avaliou que escolheu bem seus ministros.

"Vocês podem ver que escolhi bem meus ministros, mas tive muita felicidade em escolher o Ricardo Barros", disse, em um afago ao ministro da Saúde, presente ao evento. "Estamos fazendo uma revolução na Saúde, pois há sete anos não se entregavam ambulâncias", completou.

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