Senadores assinam manifesto em defesa da democracia

Renan Truffi

Brasília

  • ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

Um dia depois do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, dizer em suas redes sociais que repudia a "impunidade" e que o Exército "está atento às suas missões institucionais", um grupo de 23 senadores apresentou um manifesto em defesa da democracia, no qual citam preocupação com "ideias autoritárias" que transitam "em setores civis e militares".

O documento diz que "a democracia brasileira vem enfrentando, nos tempos recentes, seus maiores desafios desde a entrada em vigor da Constituição Cidadã de 1988". "Ideias autoritárias vem transitando nas redes sociais, em plataformas eleitorais e, de forma preocupante, em setores civis e militares com responsabilidade institucional. A intolerância e o ódio ultrapassaram as disputas verbais e já se materializam em atos criminosos, estimulados pelo discurso autoritário", disse.

No manifesto, os senadores defendem ainda que "não há saída para o País fora do estrito respeito à Constituição e do funcionamento harmônico das instituições civis e militares". "Este momento grave exige a união de todas forças comprometidas com o processo democrático, independentemente de posições ideológicas, em defesa das liberdades, dos direitos e garantias consagrados na Constituição", afirma o texto. "A democracia em nosso País foi uma conquista histórica, que custou a luta de milhões e o sacrifício de muitos. Temos a obrigação defendê-la".

O documento tem a assinatura dos senadores Armando Monteiro (MDB-PE), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Jorge Viana (PT-AC), Regina Sousa (PT-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Paim (PT-RS), Lídice da Mata (PSB-BA), Simone Tebet (MDB-MS), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Angela Portela (PDT-RR), Humberto Costa (PT-PE), Fátima Bezerra (PT-RN), Paulo Rocha (PT-PA), Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Kátia Abreu (PDT-TO), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Roberto Muniz (PP-BA), Roberto Requião (MDB-PR), Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Raimundo Lira (Sem partido-PB) e Elmano Férrer (MDB-PI).

O documento também foi apresentado após outro grupo de senadores entregarem uma carta, a favor da prisão em segunda instância, destinada à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia. O documento foi entregue ao STF na terça-feira e tinha a assinatura de 20 senadores. Há parlamentares, no entanto, que assinam os dois documentos, como Randolfe Rodrigues e Simone Tebet, por exemplo.

Sem citar general, Temer defende liberdade de expressão

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