Estilo do prefeito de SP muda, mas metas são as mesmas

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

São Paulo

Você não deverá vê-lo vestido de gari nas ruas da cidade nem assistirá vídeos com efeitos gráficos de suas agendas públicas nas redes sociais, mas poderá cobrá-lo de cada promessa feita pelo antecessor. Mais jovem prefeito paulistano desde a redemocratização, Bruno Covas (PSDB) assume hoje (7) a Prefeitura de São Paulo em definitivo admitindo uma mudança brusca de estilo na gestão municipal, mas prometendo cumprir à risca o programa de governo lançado pelo agora ex-prefeito João Doria (PSDB).

"É uma diferença de estilos, são pessoas diferentes. Tenho minha história, minha carreira, ele tem a dele. Agora, é o mesmo programa que foi combinado com a população durante a campanha, em 2016, as mesmas 53 metas que foram estabelecidas no plano aprovado pela Câmara Municipal", disse Covas em entrevista concedida ao Estado ontem (6), ainda no gabinete de vice no Edifício Matarazzo, no centro. "Essa diferença de estilo não vai se refletir em diferença de ações da Prefeitura. É o mesmo avião, o mesmo destino, só muda o piloto", completou.

O novo prefeito da capital, que completa 38 anos hoje, alega não ter as mesmas condições financeiras de Doria para manter uma equipe própria para comandar o marketing digital. Com apenas 2% do número de seguidores de Doria no Facebook, Covas também não é adepto das frases de efeito e é considerado por aliados mais previsível e menos centralizador do que o agora pré-candidato tucano ao governo.

Neto do ex-governador Mário Covas, que foi prefeito da capital entre 1983 e 1986 e morreu em 2001, Bruno, como é chamado na Prefeitura, tem perfil mais conciliador e temperamento mais sereno que o do avô. Ao contrário de Doria, orgulha-se de ser político desde a "juventude tucana". Foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2006 e sempre se destacou pela atuação nos bastidores. Na gestão Doria, foi um dos responsáveis por distribuir os cargos de segundo escalão a indicados políticos de vereadores e deputados aliados. "Não estou preocupado com marca (de gestão), estou preocupado em implementar os programas e as metas que já foram estabelecidas com a Câmara e a população."

Futuro. O plano como prefeito é se descolar de forma discreta e gradual da sombra de Doria, com quem combinou de não fazer grandes mudanças no secretariado até julho, quando alguns titulares deverão sair para trabalhar na campanha do ex-prefeito a governador. Na segunda, deve anunciar apenas três trocas: o vereador João Jorge (PSDB) na Casa Civil, cargo que ele ocupava; a mudança de Marcos Penido de Obras e Serviços para Prefeituras Regionais, no lugar de Cláudio Carvalho, único que sai com Doria; e Vitor Aly na pasta que toca as obras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Receba por e-mail as principais notícias sem pagar nada.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos